Uma visão sobre Deus

Uma visão sobre Deus

Deus Ser supremo, causa primeira, existente por si, absoluto, infinito, eterno, perfeito, onipotente, onisciente, o bem supremo (Summum bonum). Esses atributos de Deus poderiam ser admitidos por todas as religiões e aceitos, ainda que para negar a existência divina — pelos ateus. O mistério de Deus. Deus é proposto pela razão e pelo sentimento como explicação do universo, da origem do homem, dos valores, da moral e da verdade, bem, justiça, amor. Assim, se Deus existe, deve ser diferente de tudo e superior a tudo aquilo que se pretende explicar com sua existência, superior inclusive à razão humana, para a qual constitui um mistério. Apesar disso, é possível chegar, pela razão ou pela fé, à convicção da existência de Deus e mesmo a uma definição e a uma descrição dele.

Qualidades que se atribuem a Deus, como infinitude e onisciência, no entanto, são apenas analogias com conceitos que a razão humana pode admitir: a essência de Deus é misteriosa para o homem. Até mesmo os que afirmam ter contemplado Deus consideraram a experiência indescritível em termos humanos. Se Deus fosse transparente e compreensível ao entendimento humano, seria apenas uma criatura a mais, algo pertencente ao mundo, e não a razão última de todas as coisas. A idéia genérica de Deus é, pois, um símbolo que indivíduos, grupos e culturas usam de várias formas e com significações distintas, para indicar e exprimir sua visão daquilo que se poderia denominar realidade última. Tradição metafísica.

Na civilização ocidental, a idéia de Deus está profundamente marcada pela influência que a cultura grega exerceu em sua formação. Desde seus primórdios, a filosofia grega dedicou-se a procurar resposta às perguntas: qual a explicação para a unidade do mundo sensível? O que explica a ordem do universo e o fato de que ele não se transforme em caos? Qual é a realidade permanente que está no fundo da transitoriedade de tudo o que ocorre no tempo? Tais perguntas revelam uma intuição fundamental da cultura grega: os processos de mutação por que passa o mundo material se dão sobre uma unidade básica, estável e atemporal. A resposta que, de início, pareceu mais simples aos pensadores gregos afirmava que o sensível permanece contínuo e integrado por ser a expressão material e diversificada de uma única substância fundamental. Mais tarde, Parmênides e Heráclito afirmaram que a unidade do mundo não reside no próprio mundo, mas numa instância suprema que, sem ser material e sensível, consiste em ordem e unidade.

O Ser, segundo Parmênides, e o logos, segundo Heráclito, não são substâncias, mas entidades de natureza puramente intelectual que só podem ser apreendidas pelo pensamento, mas não apreendidas pelos sentidos. Assim, o que se vê é explicado pelo que não se vê, o material é elucidado pela idéia e os processos temporais adquirem transparência pela mediação da mente. Em Platão e Aristóteles essa tendência teve as mais perfeitas formulações de que era capaz a mentalidade grega. Essa maneira de entender Deus torna-se, assim, transparente: Deus é o símbolo para a idéia mais alta, o fundamento de tudo o que existe e o princípio lógico que permite entender o que existe. A visão de Deus confunde-se assim com a mais alta forma de intuição intelectual. É ele o primeiro princípio sobre o qual a existência e a explicação do mundo se assentam.

A questão da existência de Deus se torna então absolutamente fundamental, porque dela dependem não só a existência do cosmos (ordem) como também a possibilidade de seu conhecimento. Essa exigência científica constitui base para a formulação dos tradicionais argumentos da existência de Deus e de toda a teologia natural. São eles o argumento cosmológico, o teleológico e o ontológico.

Não obstante alguns se auto denominarem ATEUS, a crença em algo superior é natural em todos os homens, atualmente se ouvimos alguém negar a existência de Deus, não necessariamente este alguém seja um ateu, pois negar a existência de um Deus criado aos padrões de religiões distorcidas, que nos querem fazer acreditar na existência de um Deus vingativo, punitivo, que não está presente em todas as criaturas, cuja existência somente se justificaria pela nossa necessidade de pedir cada vez mais, coisas das quais sequer de fato necessitamos, um Deus que foi rebaixado praticamente as condições de um serviçal, o qual deve estar sempre pronto para nos atender, e sobretudo sob uma figura antropomórfica que reside fora de nós, simplesmente contemplando sua criação. Desacreditar neste Deus, não é ser ateu, é sim ter consciência de que muito embora não possamos definir a essência divina, também não podemos aceitar esta figura a qual chamam de Deus.

Da mesma forma, aqueles que se dizem crentes, por se autodenominarem ter tido um encontro com Deus, e refutarem os ateus, estes também são em boa parte ateus, já que ainda envoltos em vícios ainda não dominados, descumprem as leis Divinas, portanto, não são crentes de fato, pois o crente é aquele que conduz sua vida de forma impecável, pois, a verdadeira crença é vivida e não simplesmente falada.

 

Clique aqui para ouvir a versão em áudio

1 Comment

  1. “A verdadeira crença é vivida e não simplesmente falada.”

Submit a Comment

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *