Atenção

Atenção

ATENÇÃO

 

Atenção é um estado de concentração de atividade consciente sobre um determinado conjunto de objetos.

É um direcionamento da consciência intencional para um grupo de fatores psicológicos que passam a tomar a nossa atenção. Podemos definir atenção também como uma tensão do ser vivo, com o objetivo de levar a função que exerce ao seu mais alto grau de eficiência.

 

1)         CONSCIÊNCIA E ATENÇÃO

Não há como separar a atenção da consciência, pois enquanto a consciência é o campo geral de atuação dos nossos processos psíquicos, a atenção é a concentração desse campo.

A consciência é a possessão de si mesmo enquanto a atenção é a ferramenta para se conhecer e consequentemente se possuir.

A atenção, assim como os demais instrumentos do homem, obedece a determinadas leis cujo funcionamento o homem ainda não consegue dominar e compreender de fatoe muito menos dominá-lo; se isto fizesse, poderia manter a atenção constante.

 

2)         FATORES QUE AUXILIAM A ATENÇÃO

Há fatores que, aplicados como técnicas, podem favorecer em muito o despertar da atenção, como:

 

  • Fisiológicos – são os aspectos respiratórios, circulatórios, etc.;
  • Psicológicos – capacidade de concentração numa única idéia, capacidade de inibir as idéias que não são esperadas, capacidade de isolamento de um objeto.

 

3)         MOTORES DA ATENÇÃO

O motor que parece definir o foco de atenção está intimamente ligado às raízes da vontade e da afetividade: presto atenção porque quero, presto atenção porque me agrada. Há, portanto, interesses que definem o foco e a capacidade de atenção que empregamos nas coisas. Estes motores são movidos por interesses diferentes, como segue:

 

  • Atenção Passiva – é súbita e involuntária, e ocorre face um som inesperado, um machucado, uma explosão, um susto, etc.;

 

  • Atenção espontânea – conta com as tendências relacionadas a atender interesses pessoais voltados às necessidades de cada corpo, não egoístas;

 

  • Atenção voluntária – exige um esforço de concentração, pois não está no foco de interesse de preferências, semelhante à reta ação.

 

As duas primeiras classificações estão voltadas ao eu-animal, enquanto que a última está voltada ao eu-humano; portanto, buscar a consciência no eu-humano requer que trabalhemos a atenção voluntária nas coisas que precisam ser feitas, ou seja, na ação pelo dever e não pelo prazer.

 

4)         FLUTUAÇÃO DA ATENÇÃO

Por mais interesse que possamos ter em determinada coisa, e por mais que queiramos focar nossa atenção nela, com o tempo esta atenção tende a flutuar, ora para cima, ora para baixo.

Isto se deve ao não domínio que temos da atenção, pois assim como um músculo qualquer, a atenção deve ser treinada, exercitada. Por esta razão, nós nos cansamos e desfocamos a nossa atenção, não conseguindo manter uma constância, como acontece com alguém fraco que levanta um peso e logo se entrega. Exemplificando: ao assistirmos uma palestra, um discurso, ou uma aula, esta flutuação será diretamente proporcional ao nosso poder de concentração, ou seja, ao foco de nossa atenção num centro.

 

5)         MÉTODOS PARA EXERCITAR E MANTER A ATENÇÃO ESTÁVEL

 

  • Distinguir a atenção do eu-animal da atenção do eu-humano – a do primeiro rege-se pelos impulsos, salta de um ponto a outro, é breve e instável, enquanto que a do segundo rege-se pela vontade, procura estar centralizada o maior tempo possível. Mantenha a atenção sobre você mesmo, de forma a perceber o que está movendo o seu interesse;

 

  • Conhecer o que move o eu-animal – este sempre procura satisfazer seus próprios instintos egoístas, e na maioria das vezes alega razões das mais altruístas;

 

  • Desenvolver o eu-humano – devemos nos posicionar fora do eu-animal, afastando-nos com a consciência, de forma a não mais participar dele, e comandar a nossa vontade para os interesses do eu-humano, escolhendo bem as leituras, as amizades, as conversas, os programas de TV, teatro, etc.

 

Devemos exercitar paulatinamente a atenção voluntária, um pouco por dia, mas sempre mantendo um ritmo.

A vontade deve ter supremacia sobre a afetividade, até que consigamos o domínio da atenção, e não se trata de eliminar a afetividade, mas sim de harmonizá-la.

Devemos nos colocar na busca para mantermos uma atenção contínua nas coisas que elevam o homem, para transformá-lo naquilo que efetivamente deve ser.

Submit a Comment

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *