A morte e a vida

A morte e a vida

Mais um final de ano que chega, e com ele novas esperanças, esperanças que se renovam, e o tempo aparentemente fica mais curto. Pergunto, então:  o que nos espera?  Para onde vamos?

Perguntas simples, mas para nós ainda é difícil obter respostas. Tentamos por vezes responder estas indagações pela analogia aos que já se foram desta vida; quem de nós não tem entes queridos com quem compartilhamos muitos momentos especiais e que hoje já não mais se encontram entre nós?

Pois bem: podemos concluir que o que nos espera é a morte? E iremos para o mesmo lugar onde estão estes a quem amamos? Sim, e isto ninguém poderá negar. Mas onde estarão eles? Fazendo o que?

Para responder a estas perguntas, precisamos nos despojar da nossa mente concreta, dos nossos corpos e tentar compreender as leis de Deus que se manifestam em tudo e em todos.

Acreditar que fomos criados meramente para desfrutar os prazeres desta vida e cumprir um curto ciclo que se encerra em si mesmo é diminuir e menosprezar a grandeza de Deus.

Acredite, nada acaba se não para um recomeço; toda a criação divina, desde o grão de areia até os confins das galáxias, está em constante evolução. Esta é a Lei:  criação,  manutenção e destruição.  O homem não evolui se ficar preso aos seus valores. O segredo é o desapego; é como subir uma escada, pois um pé somente avança em direção ao próximo degrau se deixar o anterior.

Portanto, se acredita nisso, acreditará que a morte não é o fim e sim um recomeço de um novo ciclo, pois tudo o que acontece na natureza está conforme a grande Lei (o Dharman): não cai uma folha da árvore senão por harmonia com Deus.

Quem acredita na eterna bondade divina, acreditará que tanto a morte como as doenças, por serem suas obras, foram feitas para nosso bem, mas aqueles que não vêem outra coisa senão a matéria  limitam sua visão e tomam tais obras como imperfeições divinas, julgando até que poderiam fazer melhor. Estas pessoas não enxergam que Deus tira o bem real do mal aparente. O problema está no fato de nossos julgamentos estarem limitados ao nosso grau de sabedoria, e, dessa forma, acabamos vendo imperfeições exatamente por não termos a visão de conjunto.

Portanto, não tema a morte, pois ela é um bem. Veja as enfermidades como uma bênção divina, um presente de Deus que não tem outra finalidade senão orientar seus filhos para o caminho da Lei, e se precisamos destes chamados é porque ainda não somos crescidos o suficiente para caminharmos por nossa própria conta. Novamente pergunto-lhe: se acredita no que acabou de ouvir, por que não toma de espírito o objetivo para si de, neste próximo ano, ser um homem melhor?

Agora, se acredita que morrer é se despojar dos sentidos verdadeiros, deixar de aprender, estar distante da beleza da criação, não participar mais do verdadeiro mundo de Deus, sinto muito, mas quem está morto é você.

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