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Como enfrentar as crises 0

Como enfrentar as crises

– O que é crise?             Entende-se por crise, todo o estado de tribulação que põem em risco a nossa estabilidade e harmonia, neste contexto temos diversos tipos e abrangências de possíveis crises, quanto a amplitude, estas podem ser individuais ou coletivas, e quanto ao campo de atuação, as crises podem se manifestar em praticamente todos os campos da vida, seja no campo emocional, econômico, da saúde, político e em todos os demais possíveis.   – São as crises negativas e para que servem?             Muito embora seja o mais comum encararmos as crises como fases negativas na nossa existência, estas, por piores que possam parecer não são de natureza má, pois, num primeiro momento trazem consigo a possibilidade do autoconhecimento e em seguida a possibilidade da evolução através da ação consciente sobre si mesmo. Toda adversidade traz implícita sua natureza reveladora, ou seja, num primeiro momento, para um ser desperto ou já aberto para o caminho evolutivo, possibilita o autoconhecimento, bastando focarmos a nossa atenção para observar os detalhes da forma com que somos atingidos e a nossa própria reação ante a crise, sempre revela o quanto temos trabalhado as nossas virtudes, ou inversamente, o quanto estamos ainda mergulhados nos nossos vícios. Somente após identificarmos nossas fraquezas, poderemos...

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O vício da recompensa 0

O vício da recompensa

O VÍCIO DA RECOMPENSA    Os vícios sempre foram assunto amplamente discutido entre os filósofos e religiosos, ou todos aqueles ocupados com o entendimento e estudo do comportamento humano.   Classificações e definições dentro da Psicologia demonstram que são muitos os vícios que podemos adquirir ao longo da vida, desde pequenos vícios aparentemente inocentes até vícios considerados mais destrutivos.   Porém, de uma maneira geral, atemo-nos ao estudo e combate aos vícios mais agressivos e de conhecimento comum, como o cigarro, a bebida, drogas e jogos de azar. Não obstante, não deixa de ser importante que os combatamos, dominando-os e os expurgando das nossas vidas, ainda perdurará o mais sutil de todos os vícios, aquele que tem cumprido sua missão durante milênios, escravizando a humanidade e prejudicando a nossa marcha na busca de nos tornarmos verdadeiramente seres humanos e amorosos.   O que denominamos “vício da recompensa” trata-se, como todo vício, de um hábito que, na qualidade de hábito, repete-se inconscientemente nas nossas vidas sem sequer percebemos.   Para melhor compreensão, podemos dividir a nossa mente em duas partes. Uma delas chamaremos mente analítica e a outra de mente reativa. A primeira possui a função de analisar, quantificar, estabelecer a constatação e o entendimento de um fato, que num...

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A proatividade 0

A proatividade

A  PROATIVIDADE                           Quando observamos o mundo e as pessoas que hoje compõem a nossa sociedade, podemos tem uma primeira impressão de que ela consiste em sua maioria de pessoas bem ativas ou proativas, porém, se avaliarmos com maior acuidade poderemos ter uma grande decepção, pois, há um engodo que nos faz crer em algo que não expressa o verdadeiro sentido da proatividade. Primeiramente creio que cabe enfatizar que existe uma diferença entre ser ativo e ser proativo, porém, necessário se faz analisarmos também uma outra categoria de pessoas ou comportamento que consiste na passividade. Isto posto, analisemos cada um dos aspectos dos três tipos de comportamento onde necessariamente todos de uma maneira ou outra se enquadram.   A PASSIVIDADE – Esta categoria de comportamento á a mais comum e compreende a psique da maioria das pessoas, ela consiste na adoção de um comportamento consubstanciado na inércia e que se apóia nos vícios da preguiça, da indolência, da negligência, da desídia, e da falta de responsabilidade na vida.   As pessoas que compreendem este grupo trazem traços de comportamento em comum, sejam eles:   O medo – Normalmente carregam em si o medo da morte e por conseqüência o medo da vida, pois ao mesmo tempo que temem...

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Lei da Circulação 0

Lei da Circulação

LEI DA CIRCULAÇÃO   A lei da circulação está intrinsecamente vinculada a uma das qualidades da matéria, que é a do movimento. A violação desta lei tem trazido diversos problemas ao homem, tais como a pobreza, a solidão, a infelicidade de uma forma geral. Como isso acontece?   Vamos, então, procurar entender o que é a lei da circulação, utilizando-nos de comparativos com elementos naturais. Ao molde dos sábios, vamos, aos poucos, tentar ler no grande livro da natureza.   Podemos iniciar analisando o funcionamento do sistema solar e, se pararmos para observar atentamente, notaremos que tudo está em movimento. Os planetas têm seu movimento de rotação e de translação. Os asteróides, cometas, meteoritos, inclusive o sol, também estão em constante movimento. Podemos, ainda, tomar como referência o funcionamento do nosso corpo, no qual observamos tudo em constante movimento: o sangue, o ar, os órgãos, etc. Disto podemos concluir que todo o universo está em movimento, desde o átomo até os ninhos de galáxias e, portanto, que tal fato se trata de uma lei universal. O movimento é a natureza de qualquer energia, esteja ela em estado sutil ou denso.   Esta lei, sendo universal, aplica-se a tudo e a todos, é um fluxo de energia constante e o...

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A Culpa 0

A Culpa

A Culpa   Neste artigo trataremos da culpa, um assunto que normalmente não é alvo de reflexões e, certamente, um dos motivos é por achamos que seja um tema muito simples e com conceito bem definido. Porém, a filosofia conduz-nos a uma reflexão sobre o tema que poderá levar-nos um pouco mais adiante na busca da sabedoria através do autoconhecimento.   Primeiramente, devemos entender que a culpa pode ser vista sob dois aspectos ou direções: um deles é sob a ação da força centrífuga em nós, que se manifesta pela atribuição da culpa aos outros, ou seja, a procura de um culpado que não sejamos nós mesmos, que esteja fora de nós, e uma segunda direção que é a interna, cuja ação está sob o movimento da força centrípeta, ou seja, a autoculpa.   Sabemos que a matéria tem sempre três qualidades, ou direções, a inércia, o impulso sem consciência, e o equilíbrio que sempre está vinculado à justiça e à harmonia. Vejamos, então, cada uma destas direções. Entretanto, antes disso vamos analisar com um pouco mais de profundidade o que seja a culpa.   A culpa sempre advém de um posicionamento contra nós mesmos e a favor da ignorância. Culpa é atribuir a outrem ou a si mesmo...

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A Carência 1

A Carência

A Carência   A vida parece ficar mais leve e colorida quando temos o apoio de alguém do nosso lado. Amar e sentir-se amado ajuda em nossos trabalhos, melhora nossa qualidade de vida e nossos relacionamentos. Sentir-se amado parece ser a fórmula para resolver nossos problemas; contudo, na contramão da nossa vida, poderá surgir a falta desse amor: a carência!   Infelizmente, muitos de nós já sofremos, temos sofrido ou ainda sofreremos os efeitos malévolos desse sentimento, se assim podemos chamá-lo. Quem já não presenciou histórias de alguém que – por estar vivendo um período de carência – buscou ser amado(a) a qualquer preço, na tentativa de suprir o amor que não consegue encontrar em si mesmo?   Porém, raras vezes paramos para analisar as raízes da carência e o porquê, nos dias de hoje, as pessoas estarem cada vez mais carentes, seja no campo material, seja no campo emocional.   No campo material, mendigamos cestas básicas, aumento salarial, e ajudas de toda a sorte, no campo emocional imploramos por atenção, por carinho e amor. Entretanto, será que esta é a verdadeira face do homem integral?   Uma frase do grande filósofo estóico Sêneca chama-nos a atenção quando  diz:   “ Um filósofo basta a si mesmo”.   Num...

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Como solucionar nossos problemas 1

Como solucionar nossos problemas

 Versão do artigo em áudio para ouvir no celular, no carro, passar para o pen-drive, etc. Clique aqui com o botão direito do mouse e escolha “Salvar destino como…”. http://academiadefilosofia.org/wp-content/uploads/2016/07/Academia-Como-solucionar-nossos-problemas.mp3   Todos nós, se questionados sobre nossos problemas, imediatamente apresentaremos uma relação deles e nos parece que toda a nossa vida gira em torno destes problemas. Vivemos reclamando e  expondo-os em toda a oportunidade que temos, porém, sequer sobra-nos algum tempo para nos questionarmos o que sejam de fato estes “problemas”. Também, por desconhecermos suas verdadeiras causas eles  multiplicam-se e, não raras vezes,  tomam-nos de assalto.   – O que é um problema? Sob os olhos da filosofia aquilo ao qual chamamos de problema não existe da forma com que o vemos, pois é mera criação da nossa mente concreta quando nos relacionamos no mundo físico, ou seja, um problema nada mais é do que a projeção externa de uma desarmonia interna, na maioria das vezes de difícil detecção. A colocação acima explica porque as pessoas, de forma geral, têm problemas manifestadamente diferentes na forma e na sua profundidade. Porém, isto se explica pelo fato de sermos todos diferentes uns dos outros, portanto, naturalmente alimentaremos uma relação particular com o mundo que nos cerca.   – Como  nos relacionarmos...

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Quem são nossos inimigos? 0

Quem são nossos inimigos?

QUEM SÃO NOSSOS INIMIGOS?                     Como é de praxe, quase a totalidade das pessoas procura a causa dos seus conflitos fora de si mesma, como se houvesse um inimigo fora. Esta visão   acaba sendo confortável e por que não dizer conveniente, já que havendo um inimigo fora podemos travar uma batalha contra alguém conhecido e, principalmente, acabamos por firmar a nossa autoimagem, a qual concluímos que não somente está correta, mas como de fato os outros estão contra nós. Portanto, somos vítimas, e assim nada precisa ser mudado em nós mesmos. Todavia, deixamos de perceber que estas posturas diante da vida não passam de ilusões que habitam o nosso inconsciente e que nos mantêm cegos quanto ao nosso verdadeiro inimigo. Se é que ele existe! É de difícil entendimento e aceitação que inexiste um inimigo externo e que esta figura do inimigo, muito embora nos pareça por demais real, tanto é que atribuímos a ele nome e endereço, na verdade, não passa de um subterfúgio para que mais uma vez fujamos da verdadeira responsabilidade sobre a nossa própria vida que é o cumprimento da Lei da Evolução. Resumindo, a questão é nossa para conosco mesmo. Perceba, caro leitor, que a quem chamamos de inimigo é na verdade a...

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Consolar – Significado perdido 1

Consolar – Significado perdido

CONSOLAR – SIGNIFICADO PERDIDO   “ Senhor fazei com que eu procure mais, consolar que ser consolado …”   A frase acima, extraída da oração de São Francisco, é uma das mais profundas e significativas orações de cunho cristão que resume em poucas palavras toda a essência do ensinamento Franciscano. Francisco de Assis procurou resgatar a filosofia de uma vida simples e objetiva numa época em que a Igreja notoriamente se afastou de sua verdadeira missão de religar o homem a Deus, pois se perdeu em meio às suas crenças limitantes, dogmas e o peso do ego dos seus dirigentes. Até os dias de hoje esta oração é um referencial de conduta espiritualista, independentemente da religião de cada um daqueles que venham a ter contato com estas sábias combinações de palavras. No entanto, percebem-se duas grandes questões que merecem atenção. A primeira delas é a resistência que demonstramos em viver estes ensinamentos, pois certamente exigiriam uma mudança profunda na nossa forma de pensar e agir. Isto porque, resumidamente, viver tão sábias palavras significa uma alquimia profunda na alma, tendo em consideração a mediana forma de conduta da humanidade, que em sua maioria utiliza praticamente a plenitude do seu tempo dedicando-o a ações egoístas e na busca do prazer pessoal....

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Julgamento 1

Julgamento

JULGAMENTO   Toda opinião ou juízo que desenvolvemos no presente está intimamente ligado a fatos antecedentes. Quase sempre, todos estamos vinculados a fatores de situações pretéritas, que incluem atitudes de defesa, negações ou mesmo inúmeras distorções de certos aspectos importantes da vida. Tendências ou pensamentos julgadores estão sedimentados em nossa memória profunda, são subprodutos de uma série de conhecimentos adquiridos na idade infantil. Censuras, observações, superstições, preconceitos, opiniões, informações e influências do meio, inclusive de instituições diversas, formaram em nós um tipo de reservatório moral (coleção de regras e preceitos rigorosamente seguidos) do qual nos servimos para concluir e catalogar as atitudes como boas ou más. Nossa concepção ético-moral está baseada na noção adquirida em nossas experiências domésticas, sociais, e religiosas, das quais nos servimos para emitir opiniões ou pontos de vista. Em razão disso, os frequentes julgamentos que fazemos em relação às outras pessoas informam-nos sobre tudo aquilo que temos por dentro. A “forma” e o “material” que usamos para julgar os outros residem dentro de nós. Melhor que medir ou apontar o comportamento de alguém, seria tomarmos a decisão de visualizar onde tudo isso está dentro de nós mesmos. Ou seja, nosso julgamento é nosso reflexo no espelho, o que condenamos nos outros é exatamente o que...

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